domingo, 13 de maio de 2012

Embriagado

Ultimamente tem acontecido tanta coisa legal na minha vida que eu não sei como agradecer propriamente ao Charles Bronson por tudo isto. Estar livre das preocupações acadêmicas está me fazendo um bem tão grande que eu não sei como explicar. Sinto que o Lalinho de 2005 e 2006 está de volta e ele quer ficar aqui por mais um tempo. Pensei muito ultimamente sobre algumas coisas e notei que eu tenho sido muito ingênuo e quando estamos num grupo restrito tendemos a tomar as dores um dos outros juntos. Já falei mal de tanta gente que acho que nem sequer lembra da minha existência, sem contar pessoas que eu odeio sem nem ter tido cinco minutos de conversa com ela, apenas por uma indicação negativa de alguém ou algo semelhante. Afastei de mim muita gente que eu mesmo não tinha nada contra por tomar dores dos outros e sem contar que às vezes por estar com as pessoas erradas faz com que outros se afastem da gente. Estou tentando mudar isto. Pode parecer altruísmo e tal, mas eu realmente quero gostar de mim. Já me achei idiota e sem graça por vários anos e eu não gostaria de ser meu amigo do jeito que eu estava antes. Acredito que o stress e a pressão da incerteza que eu tinha afetavam o meu comportamento e me faziam querer eliminar o maior número de problemas possíveis, e isto me fazia perder a paciência com certos tipos de pessoas. Ninguém le esse blog mas se eu ofendi alguém, saiba que quero me desculpar. A vida é curta demais e não tem nada melhor do que ter muitos amigos para conversar e aproveitar a vida de galera. E no meio de todos estes dilemas, ontem foi um dia mágico pra nós. Tivemos a chance de encontrar com a Vera e explicar pra ela a nossa revolta. Ela foi muito simpática e quer a próxima camisa do clã. Sinto que encerramos uma etapa da nossa vida que durou cinco anos e quando eu começo a olhar para trás me dá uma emoção tão grande das conquistas que tivemos neste período. Cada membro que entrava criava um novo universo e por aí as coisas fluiam ótimas. Odeio estas postagens sem início meio fim coerência e coesão... mas é assim que meus pensamentos estão atualmente. Uma embriaguez de felicidade e cabeça vazia tão agradável que eu não sei se quero desistir disso tudo tão cedo. Agora é repousar nos próximos finais de semana pq junho e julho já tem tuada agendada pro mês inteiro. Obrigado por tudo pessoal, é nois no blue-ray!

domingo, 29 de abril de 2012

Santuário

Eu poderia apenas postar esta foto e ela já falaria tudo que eu sinto, mas a necessidade de expressar com palavras um pouco do sentimento de ontem está me atormentando. Nossa turma já teve vários lares como a casa do Breno, o Zé Orlando, o Varanda 18, a Praça da Matriz, O Rotary, o Jhow/Breda e ainda teremos muitos outros pela frente. Mas existe a Praça é o único local em que todas as vibes se misturam e formam o retrato de nossa geração. Ontem eu estava tão nostálgico só com a ideia de irmos pra Praça novamente curtir o festival da canção que eu comecei a ter uns flashback das nossas noites longas passadas naquele local acolhedor. Lembrei da capoeira de gaúcho, das partidas de queimada, dos famosos coliseus, das trollagens depois da missa com o g-sus fingindo que ia se suicidar, dos violões tocando Linkin Park, do World Jump Day... Na praça já apareceu de tudo: desde os mais variados tipos de pinguços até os seres mais macabros das trevas. Como não esquecer do contraste que a La Macabra, o Sr. Morte, a Rayssa Wolf e o Venner deram para as nossas vidas? A Praça também já teve a sua era gastronômica com chocolate quente e churrasco fazendo parte do seu cardápio. Conseguir um alvará para uma confraternização entre amigos é algo inacreditável até mesmo para a gente. Sem contar as lendas como o dia em que o Pexuxo deu uma bolada no carro da polícia, a mentira do G-sus que causou uma briga colossal e a polícia expulsando a gente com uma metralhadora em mãos. Em Formiga faz falta um lugar onde a galera possa se encontrar. Vejo em Arcos e em Pains, todo mundo nas ruas sexta e sábado a noite e tal e em Formiga todos ficam trancafiados nos bares ou em casa. A Praça era a única salvação que tínhamos e era sempre certeza de ter alguém lá. Mas as obrigações acadêmicas e profissionais foram eliminando as pessoas de lá e o que eu sabia que não seria eterno acabou-se como tudo. Foi preciso um feriado e um festival no local para trazer de volta 90% dos membros daquela sociedade. Ver a Flávia Khouri retornando e falar que como fundadora do MK Vera ela tinha direito a uma camisa realmente me fez querer dar a minha camisa pra ela, pois o que nós chamamos de MK Vera nasceu ali em uma tarde cheia de bombinhas. Tem uma frase dos Peppers que me lembra muito a Praça: "This is the place where all the junkies go. Where time gets fast but everything is slow". Depois de uma noite como a de ontem eu realmente não sei o que eu fiz para ser abençoado com um círculo social tão extenso assim. Acredito que mais de 100 pessoas já passaram por aquelas arquibancadas e dividiram histórias conosco. Tomara que daqui uns vinte anos a gente marque um encontro dessa galera toda na Praça para relembrar algumas pérolas. Fiz um post sem nexo e sem coesão das ideias mas é só para tirar pensamentos da minha cabeça mesmo. Adeus.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu vou ter que gravar neste blog todas as coisas boas que aconteceram neste final de semana.
Eu andava meio sem esperança que eventos bons pudessem acontecer em Formiga, ainda mais com três amigos mudando pra capital e diminuindo o MK Vera em Formiga, mas este final de semana provou que ainda dá pra fazer muita coisa radical aqui.
Havia MUITO tempo que eu não passava um final de semana com a cabeça vazia, e isso me ajudou a curtir as coisas simples como antigamente. Desde 2007 que feriados significavam uma coisa pra mim: vou poder adiantar meus trabalhos. Agora com o fim da pós eu não tinha absolutamente nada pra fazer e como elaborei as minhas provas na quinta, fiquei livre o resto do feriadão. Sem contar também com o alívio financeiro, pois há quase cinco anos que eu não tenho descanso das boletas da faculdade. Não sei se quero voltar pra vida acadêmica novamente não... tô tão feliz assim.
O que me deixou mais feliz, foi que em nenhum dos 4 dias do feriado usamos o Rotary para alguma tentativa falha de evento.
Começamos na quinta, com um tradicional Didi e uma escalada pro Bar do Breda. Lá, conheci muita gente nova, vendi as camisas que faltavam do Passeio Ciclístico e cheguei em casa 3h30 da manhã vivo graças ao Tarcísio que teve a incubência de me dar uma carona.
Senti muita falta de chamar os amigos pra virem aqui em casa. Desde que a galera virou alcólatra eu tenho medo das insanidades deles, mas resolvi ceder e ceder a minha casa para uma pré-festa aqui antes de irmos pra Life curtir a life. O foda foi o meu vizinho louco que não aceita que estacionem na porta da casa dele. Foi só o Tirafa estacionar lá por 5 minutos ele já saiu e destruiu a camionete dele... coitado. Haverá vingança, ou eu não me chamo Nicolau.
A Life tava massa. Agora que o juizado fica de olho nos memores dentro destes ambientes o lugar acaba ficando mais legal e você não se sente um pedobear. O foda é o consumo exagerado de tóxicos que acontece... você fica chapado de tabela fácil se quiser. O Show da Tríade foi de longe o melhor, com um reportório bacanudo e semi-pop com beatles, engenheiros, pink floyd, foo fighters e sem contar com os undergrounds do Bide ou Balde. O Caetano tonto é o cara mais engraçado que existe. Várias vezes fiz bolão com myself pra ver se ele ia cair na hora de virar o copo e na saída da Life eu fui designado pra deitar três amigos na carroceria da camionete dele, cobrir com a lona e despachá-los para suas devidas casas. Juro que me senti enterrando os três, pois não acreditei hora nenhuma que eles chegariam na próxima esquina com vida.
(Pior foi o Bruno, que estava na rodoviária comendo pastel quando vê uma camionete parando, o cara abrindo a carroceria e umas pessoas saindo de dentro dela, e quando o bruno reconhece, ele ve que eram seus colegas).
Sábado foi o dia light, de curtir a ressaca e fazer algo que fazia uns 3 anos que não fazíamos: sair para COMER. O Zé Orlando melhorou muito a sua panqueca. Agora ao invés de batata palha infinita eles focaram no frango. Você come um peito de frango fácil. Sair e andar pelas ruas escuras de Formiga jogando conversa fora era algo que eu não fazia desde a era Késsia e a era Varanda 18. Havia uma cratera tão babulosa na rua do Rodrigo que eu fiquei de cara. Sem contar que deparamos com a morte de um vizinho num beco sem saída em que caímos. "O Celeste, to te ligando pra avisar que minha mãe morreu Celeste".
Domingo foi o dia da alegria. Os passeios ciclísticos do Rotary são sempre bons. Acordar domingo de manhã, dar um trato na fivela, pegar a sua bike e ir dar um rolé ambiental não tem preço (na verdade tem, 15 reais). É bom fazer projetos com o Rotary que quebra o "gelo" que existe entre RCT e RTY. A juventude estava lá em peso e o estado ébrio que todos saíram de lá no final da festa foi histórico. O quarto ensinamento que eu vou passar pro meu filho será: nunca perca um passeio ciclístico.
Massa que por esta ser a terceira vez que eu vou eu já frago todos os loucos da bike de Formiga. To pop demais.
Enfim, foi um final de semana pra lá de bom, revi praticamente 85% dos meus amigos que eu estava sentindo falta de sair com eles, estou com as baterias recarregadas pra mais uns dois meses de vida e agora é tocar o barco pra frente pois muita coisa boa está vindo como o Futiract, o Encontro dos Motociclistas, o Formiga Sônica e um mega feriado do dia do trabalhador.

Nos vemos na próxima pessoal.

domingo, 18 de março de 2012

Ufa

Resumo de BH:

-Muito massa.
-Ter amigos pra te ajudar a chegar nos lugares é muito bom. Valew Amigos!
-Ter amigos pra te levar pra conhecer os lugares é muito bom também.
-Faculdade é até massa.
-Queria ter tido tempo pra conversar com minhas colegas de classe.
-Fui bem na apresentação oral, agora é esperar o resultado.
-Prova final tava o capeta.
-Donkey Kong Wii é difícil pra burro.
-Quero descanso acadêmico por uns 6 meses.
-Torrei dinheiro demais na leitura.
-Santa Fé novo é bom demais.
-Rafael Preto é gente boa.
-Aprendi a voltar da Gama Filho e da Leitura sozinho pra casa, sou demais.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Me digas o que tu dizes que te direi quem és

Não vejo a hora de sair desta travessia. Eu sou um paradoxo constante. Tem horas que eu fico rezando para o dia em que eu vou ter um emprego fixo, concursado, que eu possa passar o ano inteiro trabalhando com a certeza de que no próximo ano meu emprego vai estar lá garantido. Mas eu não sei se eu conseguiria ficar focado em uma coisa só por 35 anos... eu não nasci para isso. Eu ainda quero ter muitas experiências, acho que a vida é curta demais para ficar parado. Ainda quero trabalhar em uma editora, exercer a profissão de tradutor, dar aula em universidade, ser diretor de uma escola pública, publicar um livro, vender 7 cópias dele para meus amigos, etc e tal.

O jeito é confiar em Deus e entregar nas mãos Dele. Sei que ele fará o que é melhor pra mim.

Eu estou ficando adepto do Karma, na boa. Antes deu entrar pra faculdade eu brincava "vou pagar todos os meus pecados por todas as maldades que eu fiz com meus professores". Agora eu concordo plenamente com isso. Vou ter que ficar mais uns anos no magistério para redimir dos meus pecados. Esses dias eu vi uma professora que deu aula pra mim e que tinha um filho deficiente e uma filha com câncer, que inclusive faleceu depois. Lembro que nossa sala fazia muita bagunça na aula dela que ela até chorava e falava que só estava naquela profissão por causa dos filhos... na época a gente ficava comovido por dez segundos e depois voltava a conversar com o colega do lado, implicava com o da frente, tacava bolinha no de trás e respondia a professora. Eu mereço sofrer triplicado. Lembro que na época eu fiquei com dó dela e comecei a ler. Não estava mais afim de fazer bagunça... por pura dó e pena. Como ninguém prestava atenção à aula, eu ficava no meu canto, viajando com os "Doze Trabalhos de Hércules". Falo muito deste livro pois ele é gigante e eu gastei vários anos para lê-lo. Mas mesmo depois desta professora vieram outros. Vi um professor desmaiar na sala outra em princípio de ataque cardíaco. Eu não era bagunceiro, mas eu estava em todas as bagunças. Adorava conversar o tempo inteiro com quem estava do meu lado e tals. A única coisa que eu não aceitava era professores que não sabiam a matéria. Esses eu pegava no pé mesmo. Tive o desprazer de ter uma enganadora (me recuso a chamar um ser destes de professor) no Ensino Médio e que vira e mexe eu estava brigando com ela. Essa eu não tenho pena, mas vestígios dela ainda atormentam meus dias atuais.

Pode não parecer, mas este ano eu escolhi como meta ser uma pessoa melhor. Eu fiquei muito vinculado a uma imagem de um grupo e às vezes as atitudes de um membro do grupo acabam afetando o meu círculo de amizades. Já falei e vou repetir que meus amigos são o tesouro que eu mais prezo em minha vida. Demora demais conquistar a verdadeira amizade de alguém e mesmo assim ainda é preciso lapidá-la demais. Não sei porque motivos infantis eu às vezes tomava dores de outras pessoas, comprava brigas que nem eram minhas, concordava com coisas que hoje eu discordo, e quando eu via aquele amigo já estava distante de mim... às vezes nem pelo fato deu ter feito alguma coisa, mas só de estar de um lado que não fosse o dele já era motivo para o afastamento. Uma vez abalada a confiança ela demora a voltar... o segredo é não errar mais. Eu preciso aprender a pensar 10 vezes antes de falar algo ou concordar com o veneno de alguém. A vida é curta, logo todos estarão casados e cada vez mais distantes, não vale a pena afastar as pessoas com antecedência. Tem tantas pessoas que eu queria que estivessem naquelas fotos de Reveillon... e eu sei por que elas foram deixadas pra trás e não fiz nada para impedir. Agora já tenho os diagnósticos, então haverá cura, sinto isso!

Eu preciso de um daqueles eventos de antigamente, da galera indo pra uma cachoeira a pé.

Fiz a prova do Estado e achei até bem fácil. Acertei 49/60 questões e fiquei bem feliz com a minha nota. O foda foi que eu errei 2 de português, 5 de inglês e 4 de matemática. Só a matemática foi quase 40% dos meus erros... se não fosse essa danada! Agora é esperar o resultado.

Sábado eu vou enfrentar a Capital e apresentar o meu TCC, dando fim (ou não) em mais uma etapa acadêmica. Vai ser tenso pois não tive orientação e com certeza vou ter que alterar muita coisa. Tem uma prova final também que está me tirando o sono... só pediram pra levar dicionários. Lá vou eu pra BH carregando dicionários... eita vida. Tomara que dê tempo de curtir um cadinho com o pessoal de lá. Estou precisando muito de umas viagens pra esquecer essa pós graduação, sem contar que não sei porque mas estou com uma certa saudade deles.

Esqueci de falar que um dos meus mangás favoritos terminaram. Mahou Sensei Negima era o meu segundo mangá favorito... foi triste ter que se despedir de uma história tão original com muita luta, comédia, romance... fico imaginando o dia que One Piece terminar. Minha vida vai ficar mais vazia que barriga de mendigo. Lembrei de quando eu comprei minha primeira edição de Negima e eu ainda trabalhava no Santa Marta. Foram mais de 7 anos acompanhando o mangá semanalmente. O final não foi bom, mas valeu a pena pelo menos. Aproveitei a empolgação na reta final e legendei o filme do Negima. Foi um trabalho relativamente fácil, pois a história é fraga e eu já conhecia muito os personagens, então não tive problemas durante a tradução. O exercício serviu mais mesmo para treinar o sincronismo das falas. Agora é esperar algum fansub querer publicar o meu trabalho.

Semana que vem terei mais coisas pra falar. Me aguardem.

Como eu falei de metas para este ano, ano passado eu escolhi o azul como cor. Este ano eu quero o verde.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Divagações sobre 2012

Bem, eu lembro de falar num post sobre meu sofrimento com a rotina que eu enfrentava ano passado e panz. Pois é. Este ano eu incrivelmente não estou desejando amargamente que chege logo dia 14 de dezembro. Ainda não comecei atividades novas na minha vida, pois neste país as coisas só funcionam depois do carnaval, mas já andei pensando bastante sobre como será 2012.

É incrível como TUDO deu certo na minha vida profissional. Estou com turmas novas no cursinho, meus horários no Corujinha ficaram perfeitos (tá certo que quinta eu trabalho igual um escravo, das 7 às 21 horas, com 20 minutos de recreio e 30 de almoço), mas sexta a tarde é minha folga. Agora também vou trabalhar com livro na escola, o que facilitará um pouco a elaboração de aulas. Pelo visto teremos também um sistema de lançar notas via net, exterminando de uma vez por todas os diários.
É tanta coisa boa acontecendo comigo que sinceramente estou com medo de dar tudo errado e eu ficar magoado. Deus é bom demais pra mim! Valew Deus!

Terminei de ler Grande Sertão: Veredas, o livro que a Ezequiela me deu em 2007 e só em 2012 fui tirar um tempo para lê-lo. Excelente livro. A historia de amor do Riobaldo e do (da) Diadorim e as lições que ele aprende durante a vida são muito massas. Todo mundo deveria ler este livro.

Hoje eu comecei a legendar o filme do Negima, já que nenhum fansub quis fazer isso, só pra treinar o meu inglês e o meu timing. Quando notei já haviam passado duas horas... fazia tanto tempo que eu não me entregava tanto assim para algo e me divertisse a beça. Imagina um dia eu seja pago para fazer o que eu realmente amo? Seria bom demais.

Sobre estes projetos, até o final deste ano quero terminar todo o rascunho do meu primeiro romance. Daí ano que vem eu fico só por conta de lapidá-lo e botar umas metáforas.

Olhei a possibilidade de fazer aulas de francês mas achei caro demais. Vou pesquisar depois algum site que ensine de graça. Quero novos idiomas.

Já que quinta e sexta eu tenho que acordar 6h10, comecei a acordar neste horário todos os dias para fazer uma bela caminhada pela parte da manhã. Não sei se eu estou emagrecendo, mas que está ajudando a aliviar o stress isso tá.

Stress... nunca achei que falaria esta palavra antes dos 40 anos.

Bleach tá uma bosta.
Toriko tá duas bostas.
Pausei vários seriados: Fringe, House, How I Met, Supernatural, Alcatraz, Skins, Spartacus, The Voice...

No carvanal eu adiantei meu serviço demais, eu mesmo fiquei de cara.

Já terminei meu TCC agora é só esperar dia 16 pra ir pra BH apresentar. Conto com a ajuda dos meus amigos belorizontinos para me salvarem naquele labirinto de pedra (sou muito capiau nessas coisas).

Sobre o carvanal foi do jeito que eu queria, só faltou uma visita à Pains.
Gastei 17 reais no carnaval, incluindo lotação, comida, bebida. Sou demais.

Mangueirão é sempre bom.
Melhor ainda quando você chega lá e o porteiro te pede para não nadar pelado.

Arcos é melhor que Formiga. Queria um dia fazer uma excursão com todos donos de trailers de Formiga para eles comerem um sanduíche de verdade em Arcos.

O Humberto Gessinger lançou uma música nova muito foda com o Esteban. Parabéns pra ele.

Estou me sentindo velho demais pra certos programas que antes eu achava muito divertido. Estou pensando 10 vezes antes de animar sair de casa, sério mesmo. Estou vendo tanta alegria ilusória, pessoas que vão pra Praia Popular e tiram fotos como se estivessem em Copacabana, ou outros que realmente vão pra Copacabana e preocupam-se mais em tirar 875 fotos pra exibir e causar inveja nos outros do que aproveitar realmente a viagem. Queria fazer um mochilão com uns amigos um dia, sair sem rumo, sem destino... ia ser massa.

Vou sair, fui.

2012, não me traia. Fique do jeito que está, por favor.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Guia prático de desotakutização

O que te leva a assistir animes ou ler mangás? A forma como as histórias são narradas? Os peitos das personagens? Os desenhos bem detalhados? A evolução psicológica dos personagens? Nunca parou para pensar nisso? Deveria pensar.

Todo dia as pessoas procuram novas formas de entretenimento e se acham mais cults por terem um gosto diferente das massas. O mesmo idiota que assiste Big Brother também te acha um idiota por assistir Dragon Ball. Pense um pouco no outro lado. Faz bem.

Acontece que quem assiste BBB não sai na rua tentando converter os outros a assistirem também o Reality Show, ao contrário de muita gente que fica alienada com alguma série nipônica e quer que o mundo inteiro assista aquilo por achar que fez bem pra ele e poderá fazer bem para os outros.

Fazer bem para o leitor/telespectador é uma das funções mais lindas da literatura: a função catarse. Nela, nos identificamos com as personagens e passamos a apoiar ou reprimir as atitudes dos mesmos, sentindo nossos problemas, angústias, receios e medos similares aos deles e a forma como eles superam estes obstáculos nos motivam a tentar fazer o mesmo, ou pelo menos buscar algo melhor. Faça um teste: mande uma mulher muito ciumenta e um homem mais jacu ler Dom Casmurro. A mulher vai defender de unhas e dentes que a Capitu traiu, enquanto o homem vai brigar até a morte que ela é inocente.

Nós temos que aprender a viver a nossa cultura. Não adianta querermos viver uma cultura ocidental ou americana em nosso país pois isso não vai dar certo. Você tem que aprender a viver junto à maioria. Uma hora ou outra algo irá te fazer se misturar, seja um emprego, uma namorada ou uma religião.

No caso dos otakus, eu tenho umas dicas pra eles.

Os mangás são como as novelas japonesas. Elas refletem a vida DELES, os costumes DELES, os hábitos DELES, a linguagem comunicativa DELES.

"Mas nos animes todas as mulheres são lindas, os personagens fortes e tal..."

Calma que eu chego lá.

Nas novelas da Globo, tudo é Leblon. O povo fala bem, se veste bem, não trabalha muito, é feliz. Isso é um idealismo, algo que todos nós queríamos viver. Esta é outra função da literatura, que te faz querer consumir aquilo, ter aquele tipo de vida, ver neles a definição de felicidade. As séries japonesas são a mesma coisa, e eu vou provar isso com vários exemplos.

1 - A mulher gostosa que cai do céu

Em vários animes, do dia para a noite, uma mulher aparece na vida do protagonista e tudo muda. Assista 50 episódios número 1 de várias séries e te garanto que a maioria deles começa com um encontro entre um homem e uma mulher. Alguns exemplos: Yuyu Hakusho, Cavaleiros do Zodiaco, Tenchi Muyo, InuYasha, Samurai X (Rurouni Kenshin), Chrono Crusade, Gantz, Evangelion, Bleach, dentre outros.
Isso representa a cabacisse do Otaku, que espera a vida inteira que um dia uma mulher gostosa vai aparecer em sua vida e o contato com ela vai deixar seu mundo mais mágico, fantástico, e você vai passar a ver a vida de verdade.

2 - Japonesas não são peitudas e não têm o cabelo colorido

Não adianta sair na Liberdade ou perseguir os exilados que moram em seu país, pois as japa-girls são completamente o oposto das heroínas dos mangás. Se você acha bonito uma menina delicadinha e tímida, tudo bem. Mas achar ela bonita só por ter o olho puxado, aí é forçar a barra. Olhe fotos de MODELOS japonesas: sem peitos e com os dentes tortos. Olhe a foto de uma modelo brasileira e compare...


3 - Seu pai não é o cara mais foda do mundo

Sabe por que a maioria dos pais dos protagonistas são um dos caras mais fodas do mundo e não lhes dá a mínima atenção? Porque lá, o pai passa a vida toda trabalhando, mal tem tempo de ver os filhos crescerem e não querem saber se eles ganharam um campeonato de jiu jitsu, ou se tiraram uma foto com um rockstar famoso. Ele só quer ver seu boletim escolar com as notas no máximo e aprovado na melhor universidade do país. Por isso tantos japoneses se suicidam quando são reprovados nos vestibulares. Eles passam a vida toda estudando para orgulhar o pai e quando não conseguem... alguns animes em que o pai do protagonista é o cara mais forte do mundo:
HunterXHunter, Full Metal Alchemist, Bleach, Yuyu Hakusho, Reborn, InuYasha, Negima, Evangelion, One Piece,Naruto, dentre outros.

4 - Adolescentes não salvam o mundo

Pegando continuidade ali em cima, a pressão que os pais botam nos filhos para passar no vestibular é refletida nos personagens de anime com a pressão que eles têm de que o destino da humanidade inteira está nas mãos deles. Ninguém estuda, ninguém trabalha, só tem a missão de salvar a humanidade e nada mais.

5 - Se você não tem atrativos sexuais, as mulheres não vão dar em cima de você

Qual o perfil dos personagens de echi? Um cara cabaço, tímido, baixinho, desengonçado e que MILAGROSAMENTE DO NADA, tem 6 ou mais mulheres lutando por sua atenção. Isso não acontece nem aqui nem na China. Love Hina, Tenchi Muyo, DNA, Video Girl Ai... são bons exemplos disso.

6 - Ser Otaku não é massa

Chegue no japão e diga que você é um otaku: vão te tacar pedra. Lá, o termo é extremamente pejorativo e ofende qualquer pessoa. Ninguém lá gosta de se auto-nomiar nesta classe. Não é como no Brasil que falar que é Nerd virou moda. Lá os otakus sofrem mais bullying que os gays, negros, gordos e outras classes menos favorecidas.

7 - Troque seu gashapon por uma mulher de verdade

Você paga 75 reais numa miniatura de um personagem de anime. Saiba que com esse dinheiro você pode ir ao puteiro e fazer a festa lá. Sua cabeça inferior também precisa de algumas boas lembranças de vez em quando.

Por enquanto minhas dicas vem até aqui, assim que tiver mais ideias posto no guia. Obrigado.
Por isso otakus, não adianta você querer viver uma cultura baseada nos mangás, sendo que lá no Japão as coisas são diferentes. Da mesma forma que sua mãe é alienada com a novela, você está sendo pior que ela pois está sendo duplamente alienado com o que passa nas telinhas orientais, porque aquilo não é nem de longe a realidade deles e quanto menos a sua. Olhe para o lado, converse com a faxineira da sua faculdade, sorria, não pense em dominar o mundo e apenas seja você mesmo. Faz bem.