Estou deprimido.
Não que meu final de semana tenha sido ruim.
Beber coca com açaí na sexta com os amigos e comer batata frita com vitamina de banana e ovomaltine no sábado são programas ultra revigorantes.
Mas eu podia estar no Terra Festival ou Maquinária (não nos dois, por motivos capitalistas eu teria que escolher entre um deles).
Bateu-me uma depressão tão grande quando fui ver os vídeos do show do Janes Addiction e do Iggy Pop hoje no Youtube.
O Perry tava super ativo no palco, tratou muito bem o público brasileiro e implancou grandes hits da banda durante o show. Teve até uma escola de samba para homenagear o país. O Dave Navarro permaneceu apático como sempre, mas eu gosto dele. Ele pode ser uma bichona e ter convertido os Chili Peppers ao homosexualismo, mas uma coisa todo mundo tem que adimitir: ele toca guitarra pra caralho. Não é atoa que o One Hot Minute, álbum dos Pimentas Malaguetas Quentes e Vermelhas em que o Navarro participa, é um dos mais transados e diferenciados da banda. A B-side de Transcending com o Navarro nos backing vocals (something is gonna happen, something very soon, transcending flash could be a breeze, sending me all over the moon) é uma dos master piece da banda.
O Iggy era o Iggy. Fui ver o vídeo de Shake Appeal que ele convida o povo pra subir no palco. È muito corete ver ele lá no meio de 200 neguinho. Se eu fosse um fanático pelo Pai do Anthony Kiedis eu morreria se subisse no palco.
Eu acabei falando mais de Red Hot do que das outras bandas neste post né. Sei lá, to com saudade de novos trabalhos da banda. Nesse inteirim já saiu o cd novo do John, o Empyrean (um dos melhores da carreira dele), o Chad lançou o primeiro disco com o Chickenfoot (muito bom tambem) e o Flea ta brincando com o Thon Yorke... mesmo os três sendo músicos talentosos em tudo que fazem, nao é a mesma coisa do que com o quarteto mágico. Vou rever uns shows aqui para matar saudade...
Um dia parei pra me perguntar porque Red Hot era a minha banda favorita. Até hoje não sei a resposta. Engraçado que eu fico as vezes uns dois meses sem ouvir. Basta tocar uma música no suffle que eu já corro e ouço um cd inteiro. Será que é porque eu já gastei dinheiro demais com eles? Nem foi tanto assim... tenho apenas 8 dos 9 cds de estúdio, um disco de vinil, um dvd pirata e um original, duas camisas com o asterisco (notem: uma tem apenas o nome da banda atrás, outra nada), um moleton, o livro Scartissue, uma munhequeira, uma revista com um poster (que eles estão pelados, logo não tive coragem de pregar na parede), e uns 150 cds/dvds virgens pra copiar os trem que baixei na net. Deve ter uma explicação para eu ter esse carinho especial pelos caras. Até o fim da minha vida espero encontrar a resposta.
Até a próxima pessoal
domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Deadline
Bem a quem interessar possa, a apresentação da minha monografia foi marcada pro dia 26 de novembro de 2009, às 18:45 (horário de Brasília) na sala 61 do Unifor. A minha banca examinadora/exterminadora será composta pelos professores Amilton Luis Vale e Débora Bessas. Fica ae o convite.
É tão engraçado saber que falta pouco tempo pra apresentação e o trabalho ainda não está concluido... estou esperando meu Desorientador me devolver o trabalho para eu acrescentar mais uma partezinha, botar ilustrações, normalizar de acordo com a ABNT, organizar as referencias, imprimir, entregar pra banca, e fazer o power point para a apresentação.
Se o Amilton me entregar hoje, dá para fazer tudo tranqz no final de semana, se ele não me devolver a cobra vai fumar bonito! Mas deixe o Sr. Destino (uma das piores traduções que eu já vi Dr. Alguma Coisa Doom/Dr. Destino) decidir o que será da minha vida.
Os bons que me seguem no Twitter talvez possam ter visto a promessa que eu fiz de que se a Carla caisse na minha banca eu ficava com a freak de pedagogia. Pois é, O Criador quis o meu bem.
Quanto a Freak, muitos me perguntam, então lá vai um abstract dos últimos acontecimentos:
- Istrurdia eu estava entrando naquele congestionamento que é a entrada do Unifor, resolvi dar a volta e passar pelas escadas, para ganhar tempo. Estava chovendo. A Freak tinha que estar na chuva, de chapinha. Eis que ela grita: "Álisson, pelo amor de Deus, me dá uma carona eu vou molhar toda" pensei: "por que não?". Mas como eu tinha que manter a minha fama de mal passei direto. Ela gritou: "Credo seu desumano! Eu num vou te amolar não, só quero uma carona." Não dei moral, continuei subindo as escadas.
Chega o recreio a amiga dela vem até a porta da minha sala, me dá uns tapas no braço e diz: "Credo Álisson, por que você é assim? a menina te ama tanto e você trata ela com desprezo, ela ta ali magoada porque além de tomar chuva foi desprezada por vocÊ e tal." Falei novamente as mesmas desculpas esfarradas do porquê que eu não queria ficar com ela e blah blah blah.
Fim.
Não teve muito avanço, só os mesmos gritos rotineiros de sempre e os cumprimentos esperançosos.
O Viewtifull Lucas teve o desprazer de conhecer ela, qualquer coisa perguntem pra ele sobre a feiura da mulher.
É tão engraçado saber que falta pouco tempo pra apresentação e o trabalho ainda não está concluido... estou esperando meu Desorientador me devolver o trabalho para eu acrescentar mais uma partezinha, botar ilustrações, normalizar de acordo com a ABNT, organizar as referencias, imprimir, entregar pra banca, e fazer o power point para a apresentação.
Se o Amilton me entregar hoje, dá para fazer tudo tranqz no final de semana, se ele não me devolver a cobra vai fumar bonito! Mas deixe o Sr. Destino (uma das piores traduções que eu já vi Dr. Alguma Coisa Doom/Dr. Destino) decidir o que será da minha vida.
Os bons que me seguem no Twitter talvez possam ter visto a promessa que eu fiz de que se a Carla caisse na minha banca eu ficava com a freak de pedagogia. Pois é, O Criador quis o meu bem.
Quanto a Freak, muitos me perguntam, então lá vai um abstract dos últimos acontecimentos:
- Istrurdia eu estava entrando naquele congestionamento que é a entrada do Unifor, resolvi dar a volta e passar pelas escadas, para ganhar tempo. Estava chovendo. A Freak tinha que estar na chuva, de chapinha. Eis que ela grita: "Álisson, pelo amor de Deus, me dá uma carona eu vou molhar toda" pensei: "por que não?". Mas como eu tinha que manter a minha fama de mal passei direto. Ela gritou: "Credo seu desumano! Eu num vou te amolar não, só quero uma carona." Não dei moral, continuei subindo as escadas.
Chega o recreio a amiga dela vem até a porta da minha sala, me dá uns tapas no braço e diz: "Credo Álisson, por que você é assim? a menina te ama tanto e você trata ela com desprezo, ela ta ali magoada porque além de tomar chuva foi desprezada por vocÊ e tal." Falei novamente as mesmas desculpas esfarradas do porquê que eu não queria ficar com ela e blah blah blah.
Fim.
Não teve muito avanço, só os mesmos gritos rotineiros de sempre e os cumprimentos esperançosos.
O Viewtifull Lucas teve o desprazer de conhecer ela, qualquer coisa perguntem pra ele sobre a feiura da mulher.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Censo Bloguista
Estou respondendo o questionário da Lívia Tonight para criar um elo de união amiga entre todos os blogistas do mundo. Sei que parece um caderno de perguntas da quinta série, mas eu adorava responder aqueles cadernos. Então vamos lá!
Nome Completo: Eulálio Dias Kiedis Pinto
Sorvete preferido: Não Sei (não quero dizer que não sei o sabor, o sabor é o sabor Não Sei. Consultem o menu do Palácio dos Sorvetes que voces vao constatar este sabor)
O que bota dentro do pão? Manteiga
Dia do ano favorito: 31 de dezembro
Palavra preferida: supimpa
Melhor estação: inverno
Elemento químico preferido: Tunguistenio
Melhor Anime/Manga: YuYu Hakusho
Galáxia preferida: Andromeda
Figura de linguagem preferida: hipérbole
Onomatopéia preferida: boom!
Quanto calça: 42
O que mais odeia em você: minha barriga
Se pudesse escolher um poder: O poder de ler mentes
Melhor personagem mitológico grego: Dionísio
Melhor personagem mitológico romano: Netuno
Melhor personagem mitológico egípcio: Múmia
Melhor personagem mitológico nórdico: Freya
Vilão favorito: Makoto Shishio (Rurouni Kenshin)
Cor preferida: Preto
Pecado favorito: gula
Personagem bíblico preferido: Maria Madalena
Pokemon favorito: Psyduck
Mário ou Luigi: Luigi
Aragorn ou Legolas: Legolas
Ryu ou Ken: Ken
Han ou Luke: Luke
Chicote ou algemas: Chicote!!!
‘Doce’ ou ‘bala’: bala
Uma bebida: Batida de vinho (pra não falar Pau na Coxa)
Uma comida: Pipoca
6,5 objetos para uma ilha paradisíaca: protetor solar, uma casa, vara de pescar, barbeador, boneca inflável, um mini-game com tetris (pq é o único jogo infinito) e meio romance épico, pq eu nunca animaria le-lo até o fim
Nome Completo: Eulálio Dias Kiedis Pinto
Sorvete preferido: Não Sei (não quero dizer que não sei o sabor, o sabor é o sabor Não Sei. Consultem o menu do Palácio dos Sorvetes que voces vao constatar este sabor)
O que bota dentro do pão? Manteiga
Dia do ano favorito: 31 de dezembro
Palavra preferida: supimpa
Melhor estação: inverno
Elemento químico preferido: Tunguistenio
Melhor Anime/Manga: YuYu Hakusho
Galáxia preferida: Andromeda
Figura de linguagem preferida: hipérbole
Onomatopéia preferida: boom!
Quanto calça: 42
O que mais odeia em você: minha barriga
Se pudesse escolher um poder: O poder de ler mentes
Melhor personagem mitológico grego: Dionísio
Melhor personagem mitológico romano: Netuno
Melhor personagem mitológico egípcio: Múmia
Melhor personagem mitológico nórdico: Freya
Vilão favorito: Makoto Shishio (Rurouni Kenshin)
Cor preferida: Preto
Pecado favorito: gula
Personagem bíblico preferido: Maria Madalena
Pokemon favorito: Psyduck
Mário ou Luigi: Luigi
Aragorn ou Legolas: Legolas
Ryu ou Ken: Ken
Han ou Luke: Luke
Chicote ou algemas: Chicote!!!
‘Doce’ ou ‘bala’: bala
Uma bebida: Batida de vinho (pra não falar Pau na Coxa)
Uma comida: Pipoca
6,5 objetos para uma ilha paradisíaca: protetor solar, uma casa, vara de pescar, barbeador, boneca inflável, um mini-game com tetris (pq é o único jogo infinito) e meio romance épico, pq eu nunca animaria le-lo até o fim
domingo, 1 de novembro de 2009
Learning to fly
Quando decidi fazer Letras, pensava apenas em dar aulas de inglês ou literatura e não imaginava novos patamares para utilizar o meu conhecimento. Apertado com as despesas da faculdade, com o seguro desespero esgotado, e sem a possibilidade de arrumar um emprego de período integral porque não poderia largar o cursinho de inglês, resolvi seguir os conselhos da Lívia e do Tchô e tentar uma vaga de estágio no “O Pergaminho”.
Nunca pensei em escrever pro jornal. A princípio só visava o dinheiro (que não era muito) e queria aprender algumas lições de gramática. Mas bastou uns dois dias de serviço pra eu me apaixonar pelo estágio. Escrever é muito bom. A sensação de fazer uma matéria, por mais pequena que ela seja no início e depois ver o seu trabalho impresso em milhares de exemplares, circulando por casas, bibliotecas, escolas e lojas da cidade é muito satisfatório e gratificante.
O que eu aprendi durante o estágio foi muito além da gramática normativa. Descobri como funciona uma cidade, como é dividida uma administração municipal, quem é quem no alto escalão do poder, a quem devo recorrer para saber sobre determinada questão. Aprendi a ser menos ingênuo e sempre desconfiar de uma afirmação.
Sem contar também os bons momentos. O tanto de discussões filosóficas/fúteis que a gente fazia pelas manhãs. As piadinhas sem graça, as coisas ridículas que chegavam para a gente publicar, dentre outros.
Nesse tempo que fiquei lá ainda pude trabalhar na organização do livro “Letras”. Por mais que tenha recebido críticas de “O Lalinho escreveu uma historinha de 5 páginas junto com mais 19 pessoas e acha que já escreveu um livro inteiro”, poder trabalhar na organização é que foi o forte do trabalho. Junto novamente com o Tchô e com a Lívia nós pudemos conhecer o abcedário de como publicar um livro. Lembro direitinho da ideia no papel, do contato com os escritores, dos primeiros textos a chegarem, da correção gramatical, das ideias para as ilustrações, a imprensão até chegar ao lançamento.
Eu também aprendi que as palavras têm grande poder. Nunca esqueço do processo que recebi acusando uma matéria nossa de estar fazendo propaganda política no período de eleições. Graças a santa lei, fomos salvos.
Enfim, despedir de uma jornada de dois anos não seria fácil e eu sábia disso. Por mais que tenha tentado segurar o choro, não deu. Eu já sabia desde o início que não seria para sempre, e eu tenho outras metas a alcançar, mas é impossível esquecer os bons momentos que passei na redação. Estava lembrando das conversas com o Flavinho, sobre trabalhar com aquilo que lhe dá prazer ao invés de buscar aquilo que lhe dá dinheiro. E agora eu percebo o quanto isso é importante. Se eu chorei ao sair, é porque realmente eu gostava do serviço. E fico feliz de ter tido a oportunidade de gastar dois anos fazendo algo que valeu a pena. Eu podia ter ficado dois anos trancado num escritório preenchendo requerimentos, mas isso me mataria de tédio.
Agora tenho que continuar seguindo em frente, terminar meu TCC, focalizar em arrumar um dinheirinho e continuar estudando. O futuro ainda está muito incerto, mas uma coisa nele eu tenho certeza: que tudo que eu aprendi no jornal estarão sendo aplicados nas funções que eu vier a desenvolver.
Nunca pensei em escrever pro jornal. A princípio só visava o dinheiro (que não era muito) e queria aprender algumas lições de gramática. Mas bastou uns dois dias de serviço pra eu me apaixonar pelo estágio. Escrever é muito bom. A sensação de fazer uma matéria, por mais pequena que ela seja no início e depois ver o seu trabalho impresso em milhares de exemplares, circulando por casas, bibliotecas, escolas e lojas da cidade é muito satisfatório e gratificante.
O que eu aprendi durante o estágio foi muito além da gramática normativa. Descobri como funciona uma cidade, como é dividida uma administração municipal, quem é quem no alto escalão do poder, a quem devo recorrer para saber sobre determinada questão. Aprendi a ser menos ingênuo e sempre desconfiar de uma afirmação.
Sem contar também os bons momentos. O tanto de discussões filosóficas/fúteis que a gente fazia pelas manhãs. As piadinhas sem graça, as coisas ridículas que chegavam para a gente publicar, dentre outros.
Nesse tempo que fiquei lá ainda pude trabalhar na organização do livro “Letras”. Por mais que tenha recebido críticas de “O Lalinho escreveu uma historinha de 5 páginas junto com mais 19 pessoas e acha que já escreveu um livro inteiro”, poder trabalhar na organização é que foi o forte do trabalho. Junto novamente com o Tchô e com a Lívia nós pudemos conhecer o abcedário de como publicar um livro. Lembro direitinho da ideia no papel, do contato com os escritores, dos primeiros textos a chegarem, da correção gramatical, das ideias para as ilustrações, a imprensão até chegar ao lançamento.
Eu também aprendi que as palavras têm grande poder. Nunca esqueço do processo que recebi acusando uma matéria nossa de estar fazendo propaganda política no período de eleições. Graças a santa lei, fomos salvos.
Enfim, despedir de uma jornada de dois anos não seria fácil e eu sábia disso. Por mais que tenha tentado segurar o choro, não deu. Eu já sabia desde o início que não seria para sempre, e eu tenho outras metas a alcançar, mas é impossível esquecer os bons momentos que passei na redação. Estava lembrando das conversas com o Flavinho, sobre trabalhar com aquilo que lhe dá prazer ao invés de buscar aquilo que lhe dá dinheiro. E agora eu percebo o quanto isso é importante. Se eu chorei ao sair, é porque realmente eu gostava do serviço. E fico feliz de ter tido a oportunidade de gastar dois anos fazendo algo que valeu a pena. Eu podia ter ficado dois anos trancado num escritório preenchendo requerimentos, mas isso me mataria de tédio.
Agora tenho que continuar seguindo em frente, terminar meu TCC, focalizar em arrumar um dinheirinho e continuar estudando. O futuro ainda está muito incerto, mas uma coisa nele eu tenho certeza: que tudo que eu aprendi no jornal estarão sendo aplicados nas funções que eu vier a desenvolver.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Taucabauty
Tinha tanta coisa para falar nesses últimos dias, mas uma monografia me impediu de concluir tais feitos então vou resumir em poucas linhas as muitas coisas que se sucederam.
Primeiramente quero falar sobre uma singelas mudanças no meu blogue. Mudei a foto dele para ficar mais a minha cara. Cansei daquela foto do Michael Jackson. A família dele me fez cansar dele. Mudei também o nome do blog. Stadium Arcadium era um nome bonitinho, mas quem conhece Guimarães Rosa deve entender o novo nome do meu blog.
Eu não tenho perseverança para os estudos. Não entendo porque eu não sou capaz de me concentrar em uma única coisa por 20 minutos e consigo exercer três tarefas ao mesmo tempo sem menor problema (como ler, ouvir música e andar, por exemplo). Mas até que no último final de semana eu consegui adiantar muito o meu TCC, já estou com três capítulos praticamente prontos! \o/ Até este domingo sem falta eu quero ter matado esse trabalho.
Ontem eu joguei R$ 3,05 fora tomando aquele “Milk Shake” na casa do Gabriel. Ta certo que só de estar com os amigos jogando DS enquanto eles viam filme já valew o passeio, mas eu não queria ser o cobaia da experiência. Enfim, espero que da próxima vez eles não ouçam o Vitor e não joguem leite condensado em um Milk Shake.
Ontem eu ganhei uma panqueca do G-sus! Nunca pensei que um dia aquele morto de fome mataria a minha fome.
Eu já tenho material para um novo post sobre a Freak. Só não sei como usar esse material, já que inclui (pasmem) fotos dela.
Festa de Halloween? Seis dias para organizar tudo? Vamos ver o resultado final. Alguém tem um batom roxo pra me emprestar? To pensando em ir de Hayssa Wolf.
Rebellion II. Não vou mexer mais com a organização. Não quero ser o culpado por excluir algum amigo meu da lista dos mais chegados. Eu tenho esse grave problema de gostar de muita gente... como diria o sabonete “se eu tivesse apenas três amigos tudo seria mais fácil”. Mas quem sou eu para discutir com a Natureza... e ter muitos amigos é bem melhor porque nunca há dias de tédio e é fácil encher uma van para eventos intermunicipais.
O Novo CD do Massacration ficou bem da hora. Não é tão engraçado como o primeiro, mas eles estão bem melhores musicalmente. Rachei de rir do hino de Metal Land e da Hammercage Hotdog Hell, mas a melhor de todas ainda é a Mummy, com a participação do Falcão. A banda consegue zoar os metaleiros no seu estilo e na sua burrice de ouvir o som deles e ainda gostarem.
O Novo CD do Weezer. Preciso ouvi-lo mais vezes para ter uma conclusão.
Minha ultima semana no jornal... vou sentir falta disso tudo... mas o meu corpo e minha mente imploram por um descanso após dois anos e dez meses de sofrimentos sem fim...
Primeiramente quero falar sobre uma singelas mudanças no meu blogue. Mudei a foto dele para ficar mais a minha cara. Cansei daquela foto do Michael Jackson. A família dele me fez cansar dele. Mudei também o nome do blog. Stadium Arcadium era um nome bonitinho, mas quem conhece Guimarães Rosa deve entender o novo nome do meu blog.
Eu não tenho perseverança para os estudos. Não entendo porque eu não sou capaz de me concentrar em uma única coisa por 20 minutos e consigo exercer três tarefas ao mesmo tempo sem menor problema (como ler, ouvir música e andar, por exemplo). Mas até que no último final de semana eu consegui adiantar muito o meu TCC, já estou com três capítulos praticamente prontos! \o/ Até este domingo sem falta eu quero ter matado esse trabalho.
Ontem eu joguei R$ 3,05 fora tomando aquele “Milk Shake” na casa do Gabriel. Ta certo que só de estar com os amigos jogando DS enquanto eles viam filme já valew o passeio, mas eu não queria ser o cobaia da experiência. Enfim, espero que da próxima vez eles não ouçam o Vitor e não joguem leite condensado em um Milk Shake.
Ontem eu ganhei uma panqueca do G-sus! Nunca pensei que um dia aquele morto de fome mataria a minha fome.
Eu já tenho material para um novo post sobre a Freak. Só não sei como usar esse material, já que inclui (pasmem) fotos dela.
Festa de Halloween? Seis dias para organizar tudo? Vamos ver o resultado final. Alguém tem um batom roxo pra me emprestar? To pensando em ir de Hayssa Wolf.
Rebellion II. Não vou mexer mais com a organização. Não quero ser o culpado por excluir algum amigo meu da lista dos mais chegados. Eu tenho esse grave problema de gostar de muita gente... como diria o sabonete “se eu tivesse apenas três amigos tudo seria mais fácil”. Mas quem sou eu para discutir com a Natureza... e ter muitos amigos é bem melhor porque nunca há dias de tédio e é fácil encher uma van para eventos intermunicipais.
O Novo CD do Massacration ficou bem da hora. Não é tão engraçado como o primeiro, mas eles estão bem melhores musicalmente. Rachei de rir do hino de Metal Land e da Hammercage Hotdog Hell, mas a melhor de todas ainda é a Mummy, com a participação do Falcão. A banda consegue zoar os metaleiros no seu estilo e na sua burrice de ouvir o som deles e ainda gostarem.
O Novo CD do Weezer. Preciso ouvi-lo mais vezes para ter uma conclusão.
Minha ultima semana no jornal... vou sentir falta disso tudo... mas o meu corpo e minha mente imploram por um descanso após dois anos e dez meses de sofrimentos sem fim...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Minha primeira vez
Título alternativo: A primeira vez a gente nunca esquece
Foi tão repentino... eu estava nervoso, tremi bastante, minha insegurança foi notada... eu já havia estudado a prática diversas vezes, já havia ouvido diversos relatos de pessoas que estão na área por mais tempo, pensei que ia ser fácil, mas na hora... sempre acabamos ficando inibidos, não tem jeito. É importante estar prevenido e com um material de qualidade para evitar futuras preocupações. Após o choque inicial, segundos que parecem eternos, achei a direção. Desde que haja a compreensão dos envolvidos, a coisa começa a fluir naturalmente. Parece mágica! O êxtase de estar no comando nos torna soberanos, como Xerxes ou Caesar. Exceto quando os submissos se rebelam. Daí custamos a puxar as rédeas e envolve-los de volta ao clima. No final, acaba antes do previsto. Fiquei naquela situação de “e agora, o que eu faço?”. Nada, agi naturalmente e fui embora.
Hoje eu pude experimentar pela primeira vez a sensação de dar aula. Fiquei muito ansioso no final de semana, planejei com muito cuidado o conteúdo, consultando palavra por palavra só para não cair nas garras de um espertinho. Como já resumi acima, não vou mais fazer um post cronológico de como foi a aula. Dessa vez vou fazer diferente, com os conceitos que a professora me avaliou.
Domínio do assunto: Muito Bom
Se pelo menos nesse tópico eu não me saísse bem eu podia morrer. Três anos e meio pagando cursinho de inglês me renderam segurança quanto ao tema. Se a aula fosse de gramática dava pra demonstrar mais domínio, mas como era texto fica difícil de extrapolar.
Interdisciplinaridade: Muito Bom
Sempre julguei mal este quesito. Para professor de português é fácil intertextualizar as disciplinas, mas para inglês só na base do milagration mesmo. Dei sorte que meu texto tinha termos jurídicos e de biologia, daí fui tecendo comentários expandindo o assunto.
Exposição Clara – Regular
Acho que ganhei esse conceito ruim pelo fato de não ter subestimado os alunos. Tratei eles em ritmo de terceiro ano, fui direto ao assunto e peguei pesado com eles.
Material Didático – Manuseio e seleção – Muito Bom
Esse se eu ganhasse nota ruim não poderia ser culpado e sim a escola, já que não tive escolha a não ser usar a apostila do Objetivo. Mas achei o material muito rico e a didática dele é muito boa, os alunos já estão acostumados com o ritmo, então dei sorte.
Linguagem objetiva/precisa/acessível – Regular
Mesmo ponto da exposição clara. Eu fui bruto mesmo, devia ter enfeitado mais a aula com exemplos e ter ido mais devagar.
Ilustração do conteúdo com exemplos claros - Bom
Até que esta fácil associar os exemplos do texto.
Sequencia do assunto – Muito Bom
Início meio e fim
Participação dos alunos – Bom
Dos 40, uns 12 estavam realmente prestando atenção e participando, o resto só queria copiar as respostas e a tradução. Mas os que participaram participaram bem. Tinha até uma professora estagiaria do cursinho que me deu aula particular na sala, foi muito produtivo. Exceto a @gabiarantes que simplesmente dormiu na minha aula. Mas vou levar isso como um adjetivo a minha voz, que deve ter soado como uma cantiga de ninar para os ouvidos dela.
Manejo de classe (disciplina/postura didática) – Regular
Esse é o quesito que apenas a experiência de anos na labuta pode ocasionar. Eu usei o recurso “os alunos conversam eu aumento o tom de voz e falo mais alto que eles”, até que funcionou, porque tinha sempre um aluno compreensivo e bondoso que falava “oh gente, cala a boca”, e me dispensava de dar um berro. Minha postura, eu fiquei em pé parado e não saí do lugar. No início eu tremi igual vara de marmelo e o ruim de segurar uma folha é que ela denuncia que você ta tremendo. Mas 5 minutos depois já não sentia mais o nervosismo.
Adequação ao conteúdo ao tempo disponível – Muito Bom
Eu estava preparado para dar o vocabulário e traduzir o texto. A profa me falou que nem o texto era capaz de dar tempo. Mas deu. Terminei de traduzir o texto, ainda me virei pra achar alguns exercícios que tinha no final da apostila e mesmo assim deu tempo de faze-los e corrigi-los e ainda faltaram 7 minutos, que eu deixei livre pra eles conversarem (e pra Gabi dormir). Se não fossem esses 7 minutos eu talvez ganharia um ótimo.
Bem, esse post é uma parte da minha pasta que se chama “auto-avaliação”. Agora vou imprimir e entregar no Unifor. Eu gostei da aula, o Lucas (two) que foi motivos de piada quando eu disse “to fail /two feio/” falou “você tava tremendo mas mandou bem.” Se ele falou isso só pra me agradar eu não sei, mas fiquei feliz. E no meio da aula uma aluna (mantenho a identidade dos meus leitores em sigilo) me disse que lia meu blog! Enfim, agora acabou-se o meu estágio e agora é meia lua pra frente e Y e continuar seguindo na longa estrada da vida. Agora que já enfrentei um terceiro ano do Aplicação, o resto vai ser fichinha.
Ponto final.
Foi tão repentino... eu estava nervoso, tremi bastante, minha insegurança foi notada... eu já havia estudado a prática diversas vezes, já havia ouvido diversos relatos de pessoas que estão na área por mais tempo, pensei que ia ser fácil, mas na hora... sempre acabamos ficando inibidos, não tem jeito. É importante estar prevenido e com um material de qualidade para evitar futuras preocupações. Após o choque inicial, segundos que parecem eternos, achei a direção. Desde que haja a compreensão dos envolvidos, a coisa começa a fluir naturalmente. Parece mágica! O êxtase de estar no comando nos torna soberanos, como Xerxes ou Caesar. Exceto quando os submissos se rebelam. Daí custamos a puxar as rédeas e envolve-los de volta ao clima. No final, acaba antes do previsto. Fiquei naquela situação de “e agora, o que eu faço?”. Nada, agi naturalmente e fui embora.
Hoje eu pude experimentar pela primeira vez a sensação de dar aula. Fiquei muito ansioso no final de semana, planejei com muito cuidado o conteúdo, consultando palavra por palavra só para não cair nas garras de um espertinho. Como já resumi acima, não vou mais fazer um post cronológico de como foi a aula. Dessa vez vou fazer diferente, com os conceitos que a professora me avaliou.
Domínio do assunto: Muito Bom
Se pelo menos nesse tópico eu não me saísse bem eu podia morrer. Três anos e meio pagando cursinho de inglês me renderam segurança quanto ao tema. Se a aula fosse de gramática dava pra demonstrar mais domínio, mas como era texto fica difícil de extrapolar.
Interdisciplinaridade: Muito Bom
Sempre julguei mal este quesito. Para professor de português é fácil intertextualizar as disciplinas, mas para inglês só na base do milagration mesmo. Dei sorte que meu texto tinha termos jurídicos e de biologia, daí fui tecendo comentários expandindo o assunto.
Exposição Clara – Regular
Acho que ganhei esse conceito ruim pelo fato de não ter subestimado os alunos. Tratei eles em ritmo de terceiro ano, fui direto ao assunto e peguei pesado com eles.
Material Didático – Manuseio e seleção – Muito Bom
Esse se eu ganhasse nota ruim não poderia ser culpado e sim a escola, já que não tive escolha a não ser usar a apostila do Objetivo. Mas achei o material muito rico e a didática dele é muito boa, os alunos já estão acostumados com o ritmo, então dei sorte.
Linguagem objetiva/precisa/acessível – Regular
Mesmo ponto da exposição clara. Eu fui bruto mesmo, devia ter enfeitado mais a aula com exemplos e ter ido mais devagar.
Ilustração do conteúdo com exemplos claros - Bom
Até que esta fácil associar os exemplos do texto.
Sequencia do assunto – Muito Bom
Início meio e fim
Participação dos alunos – Bom
Dos 40, uns 12 estavam realmente prestando atenção e participando, o resto só queria copiar as respostas e a tradução. Mas os que participaram participaram bem. Tinha até uma professora estagiaria do cursinho que me deu aula particular na sala, foi muito produtivo. Exceto a @gabiarantes que simplesmente dormiu na minha aula. Mas vou levar isso como um adjetivo a minha voz, que deve ter soado como uma cantiga de ninar para os ouvidos dela.
Manejo de classe (disciplina/postura didática) – Regular
Esse é o quesito que apenas a experiência de anos na labuta pode ocasionar. Eu usei o recurso “os alunos conversam eu aumento o tom de voz e falo mais alto que eles”, até que funcionou, porque tinha sempre um aluno compreensivo e bondoso que falava “oh gente, cala a boca”, e me dispensava de dar um berro. Minha postura, eu fiquei em pé parado e não saí do lugar. No início eu tremi igual vara de marmelo e o ruim de segurar uma folha é que ela denuncia que você ta tremendo. Mas 5 minutos depois já não sentia mais o nervosismo.
Adequação ao conteúdo ao tempo disponível – Muito Bom
Eu estava preparado para dar o vocabulário e traduzir o texto. A profa me falou que nem o texto era capaz de dar tempo. Mas deu. Terminei de traduzir o texto, ainda me virei pra achar alguns exercícios que tinha no final da apostila e mesmo assim deu tempo de faze-los e corrigi-los e ainda faltaram 7 minutos, que eu deixei livre pra eles conversarem (e pra Gabi dormir). Se não fossem esses 7 minutos eu talvez ganharia um ótimo.
Bem, esse post é uma parte da minha pasta que se chama “auto-avaliação”. Agora vou imprimir e entregar no Unifor. Eu gostei da aula, o Lucas (two) que foi motivos de piada quando eu disse “to fail /two feio/” falou “você tava tremendo mas mandou bem.” Se ele falou isso só pra me agradar eu não sei, mas fiquei feliz. E no meio da aula uma aluna (mantenho a identidade dos meus leitores em sigilo) me disse que lia meu blog! Enfim, agora acabou-se o meu estágio e agora é meia lua pra frente e Y e continuar seguindo na longa estrada da vida. Agora que já enfrentei um terceiro ano do Aplicação, o resto vai ser fichinha.
Ponto final.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Minha vida é um blog aberto
O engraçado de se ter um blog é que pelo menos pra mim ele não tem utilidade nenhuma. Eu já falei isso algumas vezes (eu até poderia renomeá-lo) que eu o utilizo como uma penseira do Dumbledore. Tem dias que me dá uma nostalgia eu volto aqui no blog e leio alguns posts antigos e percebo o tanto que eu era imaturo (ideologicamente, gramaticalmente, socialmente, etceteramente) e relembro fatos pra lá de divertidos e que já caíram no esquecimento nas conversas cotidianas da Praça.
Tem também, claro, a função catártica do blog. Certas coisas quando escritas aqui tiram um peso das minhas costas e me ajudam a relaxam. Quando eu escrevo que estou em prantos porque falta um mês pro meu TCC, que eu tenho que dar uma aula pra 40 terceiro-anistas do Aplicação amanhã, que eu to mais duro do que bibiu de tarado em praia de nudismo, sinto como se tivesse descarregando um pouco do stress no papel e dividindo-o com os leitores.
Agora o fato engraçado, é o tanto que a minha vida pode ser divertida para alguns. A história da mulher louca que me persegue no Unifor (e que por sinal continua perseguindo, mas sem detalhes relevantes para um novo texto) gerou muito rebuliço e me fez receber diversos comentários diretos a respeito do assunto. Várias pessoas me perguntaram se a história era realmente verdade (e é) ou como seria o próximo capítulo (confesso que cheguei a pensar na possibilidade de uma invenção, mas isso geraria controvérsias no fluxo espaço-temporal e não é da minha índole tal tipo de coisa). Eu me daria bem em um Big Brother, eu acho.
Enfim, então eu sou um cara com a vida aberta, extremamente capaz de expressar meus sentimentos com a mais pura naturalidade. No papel sim, mas na prática...
Neste final de cemana tive mais uma prova da minha incapacidade. Um amigo meu, de longa data e gerações de consoles, me ligou no sábado falando que na cegunda estaria se mudando para “Jonasburgo”. Na hora pensei que era uma cidade no interior de Minas, próximo a Cordisburgo. Joguei no cadê e me assustei ao ver que a sidade ficava na África do Sul.
Quer dizer, nem me assustei. Vindo do Marcelo já era de se esperar isso a muito tempo. Na quinta série, quando entrei no Bernadão, estava na quinta B e era o maioral da sala. Minhas notas beiravam o total e eu me gabava disso pois a cada total que eu tirava no bimestre meu pai me dava R$ 10 (o que era equivalente a três cds de Playstation na saudosa DigiPoint). Com notas tão grandiosamente merecidas, me mandaram pra quinta A. Foi lá que eu vi que eu era um nada. O povo era muito mais legal, isso é fato. Fiz diversos amigos lá que tenho até hoje como o Rodrigo, o Deidiam, o Marcelo, este que foi e não foi ao mesmo tempo o meu exemplo de superação (tal como a Carina é o do Thalles). Porém o mau dessas salas padrões é que o povo da sala A tende a pagar de CDF, acham que são alunos da USP e tal. Mas mesmo assim, todos temiam o Tchelo, ou vulgarmente, Crânio, como era chamado. Ele era o cara que conseguia passar de ano com 100,5 pontos (aquele meio ponto extra que o professor inventa, ele ia jogando sempre para o próximo bimestre, na esperança de um dia precisar) e não era de muita conversa. Se ele não tivesse desenhado uma Lara Croft no caderno eu não teria assunto para puxar papo com ele. Dias depois descobri que ele morava perto de casa. Ganhei um amigo pra subir a Abílio Machado. Semanas depois ele se mudou pra perto do Bernardes de Faria. Meses depois ele ganhou um computador (o que há uns dez anos atrás era mito quem tinha um personal computer). A primeira lição que ele me ensinou foi abrir o Word e digitar meu nome. Achei fantástico. Anos depois ele estava me ensinando números imaginários e química orgânica (que meu cérebro fez o favor de apagar). Acho que se não fosse ele, eu, o Cabral e o Rodrigo não teríamos formados... (modo parasita = on).
Enfim, ele terminou o terceiro ano, passou na UFSJ em Engenharia Mecânica, formou-se, fez estágio nos quatro cantos do país e agora está em um avião mudando-se para a África.
Fiz essa introdução toda só para chegar ao ponto que eu quero. Eu não dou conta de me despedir. Isso é fato cientificamente confirmado (PINTO, Wálisson Dias; a incapacidade de despedir, 2009, 214). Não é difícil olhar pra pessoa e falar “boa viagem, muito sucesso, vá com Deus, não esqueça dos amigos, valeu por tudo, boa sorte, felicidades, você merece, etc e etc”. Mas na hora eu travo e só consigo dizer “ou, então, falou né”. E virar as costas, sem falar nada do que eu realmente quis é muito triste. Sinto-me como um mau discípulo de Shakespeare, mas sei lá, tem coisas que não precisam mesmo ser ditas, dá pra entender com um simples aperto de mão.
Enfim, depois desse post metalingüístico vou fazer uma matéria legal aqui de um formiguense que se chama Judas.
Tem também, claro, a função catártica do blog. Certas coisas quando escritas aqui tiram um peso das minhas costas e me ajudam a relaxam. Quando eu escrevo que estou em prantos porque falta um mês pro meu TCC, que eu tenho que dar uma aula pra 40 terceiro-anistas do Aplicação amanhã, que eu to mais duro do que bibiu de tarado em praia de nudismo, sinto como se tivesse descarregando um pouco do stress no papel e dividindo-o com os leitores.
Agora o fato engraçado, é o tanto que a minha vida pode ser divertida para alguns. A história da mulher louca que me persegue no Unifor (e que por sinal continua perseguindo, mas sem detalhes relevantes para um novo texto) gerou muito rebuliço e me fez receber diversos comentários diretos a respeito do assunto. Várias pessoas me perguntaram se a história era realmente verdade (e é) ou como seria o próximo capítulo (confesso que cheguei a pensar na possibilidade de uma invenção, mas isso geraria controvérsias no fluxo espaço-temporal e não é da minha índole tal tipo de coisa). Eu me daria bem em um Big Brother, eu acho.
Enfim, então eu sou um cara com a vida aberta, extremamente capaz de expressar meus sentimentos com a mais pura naturalidade. No papel sim, mas na prática...
Neste final de cemana tive mais uma prova da minha incapacidade. Um amigo meu, de longa data e gerações de consoles, me ligou no sábado falando que na cegunda estaria se mudando para “Jonasburgo”. Na hora pensei que era uma cidade no interior de Minas, próximo a Cordisburgo. Joguei no cadê e me assustei ao ver que a sidade ficava na África do Sul.
Quer dizer, nem me assustei. Vindo do Marcelo já era de se esperar isso a muito tempo. Na quinta série, quando entrei no Bernadão, estava na quinta B e era o maioral da sala. Minhas notas beiravam o total e eu me gabava disso pois a cada total que eu tirava no bimestre meu pai me dava R$ 10 (o que era equivalente a três cds de Playstation na saudosa DigiPoint). Com notas tão grandiosamente merecidas, me mandaram pra quinta A. Foi lá que eu vi que eu era um nada. O povo era muito mais legal, isso é fato. Fiz diversos amigos lá que tenho até hoje como o Rodrigo, o Deidiam, o Marcelo, este que foi e não foi ao mesmo tempo o meu exemplo de superação (tal como a Carina é o do Thalles). Porém o mau dessas salas padrões é que o povo da sala A tende a pagar de CDF, acham que são alunos da USP e tal. Mas mesmo assim, todos temiam o Tchelo, ou vulgarmente, Crânio, como era chamado. Ele era o cara que conseguia passar de ano com 100,5 pontos (aquele meio ponto extra que o professor inventa, ele ia jogando sempre para o próximo bimestre, na esperança de um dia precisar) e não era de muita conversa. Se ele não tivesse desenhado uma Lara Croft no caderno eu não teria assunto para puxar papo com ele. Dias depois descobri que ele morava perto de casa. Ganhei um amigo pra subir a Abílio Machado. Semanas depois ele se mudou pra perto do Bernardes de Faria. Meses depois ele ganhou um computador (o que há uns dez anos atrás era mito quem tinha um personal computer). A primeira lição que ele me ensinou foi abrir o Word e digitar meu nome. Achei fantástico. Anos depois ele estava me ensinando números imaginários e química orgânica (que meu cérebro fez o favor de apagar). Acho que se não fosse ele, eu, o Cabral e o Rodrigo não teríamos formados... (modo parasita = on).
Enfim, ele terminou o terceiro ano, passou na UFSJ em Engenharia Mecânica, formou-se, fez estágio nos quatro cantos do país e agora está em um avião mudando-se para a África.
Fiz essa introdução toda só para chegar ao ponto que eu quero. Eu não dou conta de me despedir. Isso é fato cientificamente confirmado (PINTO, Wálisson Dias; a incapacidade de despedir, 2009, 214). Não é difícil olhar pra pessoa e falar “boa viagem, muito sucesso, vá com Deus, não esqueça dos amigos, valeu por tudo, boa sorte, felicidades, você merece, etc e etc”. Mas na hora eu travo e só consigo dizer “ou, então, falou né”. E virar as costas, sem falar nada do que eu realmente quis é muito triste. Sinto-me como um mau discípulo de Shakespeare, mas sei lá, tem coisas que não precisam mesmo ser ditas, dá pra entender com um simples aperto de mão.
Enfim, depois desse post metalingüístico vou fazer uma matéria legal aqui de um formiguense que se chama Judas.
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