domingo, 24 de abril de 2011

De todas as coisas que eu achei que um dia eu fosse enjoar, este blog era uma das últimas. A desculpa de "não ter tempo" não cola mais, visto que eu arrumo tempo antes de dormir e na hora do almoço pra ver seriados e afins, é tudo apenas uma questão de prioridades.
Esse feriado cumpriu o que prometeu. Apesar do clima tenso de despedida de mais um amigo, o que me resta é disfarçar e curtir a festa como se nada tivesse acontecendo. Se eu parar pra atenuar estes detalhes eu surto.
Passei a noite lembrando do Dilema do Porco Espinho, do Evangelion. Pra quem não sabe é o seguinte: chega o inverno, os porcos-espinhos precisam se aproximar para não morrerem de frio, porém os espinhos deles machucam uns aos outros, então eles tem que escolher em enfrentar o frio da solidão ou a dor de estar junto de alguém e ser machucado por esses espinhos.
Vira e mexe estamos ou machucando alguém ou sendo machucado, mas os anos de prática me ensinaram a remediar. Há muito tempo eu procurava uma espécie de melhor amigo, dentre todos ter um em especial para confiar tudo e possivelmente receber de volta. Depois eu vi que isso é falho, não dá pra ter somente um amigo (pelo menos no meu caso). Se fechar às pessoas ao redor não é uma alternativa boa. Quem hoje pode ser apenas um conhecido, amanhã pode ser seu amigo e por aí vai. Hoje fico assombrado com nosso círculo social. Lógico que mesmo entre 50 pessoas, tem ainda aquele TOP 10, os que você tem mais afinidade, que estão mais presentes e etc e tal, mas escolher o TOP 1 é impossibolé. Por isso não quero nunca mais ter um melhor amigo. A dor é maior quando você machuca alguém que é mais valioso que os outros pra você.
Nem sei porque eu estou falando isso tudo. Eu só queria saber em que momento do meu passado eu perti a confiança e a habilidade de falar as coisas olhando no olho das pessoas. Algum psicólogo ae me ajuda. Escrever as coisas é tão mais fácil. Maldito refúgio.

Já cansei de bater nesta tecla de que em média de uns cinco anos ninguém vai nem mais se ver direito. Esse Destino é uma total e complexa caixinha de surpresas. Quem está alí do seu lado hoje, amanhã pode ir pra Índia ou repentinamente passa num concurso e vai para uma cidade nos cafundel. Sorte que 72% da turma ainda tem vínculos acadêmicos, então todo feriado e fim de ano significam férias e retorno à terra natal. Mas e quando isso acabar?
Eu parei pra pensar no tanto que eu era (porque já tenho um outro ponto de vista sobre isso, digivolvi) egoísta com meus amigos. Queria porque queria todo mundo junto e talz. Isso causou muito atrito e sempre causará. Não dá pra ter 50 pessoas com os mesmos gostos, mesmo ânimo para certos eventos e afins. Eu ficava ensaboando, ficava triste quando alguém se afastava mas notei que a culpa é minha também. Eu posso muito bem ir atrás da pessoa a hora que eu quiser e fazer uma coisa diferente às vezes. Tem horas que sinto muita falta de visitar o Cabral, o Breno, o Rodrigo, pessoas que eu passava pelo menos 15% do meu dia na casa deles por muitos anos. Só não sei o que me impede. Eu tenho 50% de culpa da evasão e de sofrer pelo distânciamento. Vou remediar isso.

Credo, agora que vi que voltei a postar no Muro das Lamentações. Vou até mudar o nome do meu blog. Agora vou falar de coisas boas.

- O segundo madrugadão do Rotary ainda não saiu do jeito que eu queria. Acho que a galera tinha que ir mais motivada a ir pra lá e dormir. Não sei se faltou entretenimento ou ânimo mesmo, mas vamos continuar tentando. A parte mais massa do evento acabou sendo mesmo o Dança se envolvendo com amigos da pesada. Isso vai render boas risadas no futuro.

- Ontem eu ri pra caramba do Demétrio no trailler comendo sanduíche, vocês não tem noção.

- Ganhei dois "regalos" do Verde, um da Espanha e um do Peru.

- Por falar em Peru, Santa Nossa Senhora Desatadora dos Nós com aquela bebida que ele trouxe de lá. Eu estava de boa a festa inteira, bebi três doses daquilo e jurei que ia vomitar e desmaiar e morrer. Sorte que tive consciencia de começar a beber agua e coca e melhorar rápido.

- Uma coisa que está me preocupando também é a fusão bebida-direção. Agora que o povo está mais motorizado e mais alcolizado, to com medo de isso dar merda. Ontem acabou que eu voltei dirigindo o carro do Vítor pq ele tava pancando no volante. Quem já andou comigo de carro (gabriel, iel e teia) sabe muito bem das minhas habilidades. Ontem o Vitor e o Nando devem ter rezado mais do que minha mãe na quaresma inteira durante o trajeto, mas no final não cometi nenhuma barbeiragem (só uma curva ultra aberta perto da ponte, mas foi de boa).

- Leiam Toriko.

= Agora vou continuar estudando aqui... porque o final de semana inteiro eu vagabundei e aproveitei, agora vamos voltar ao batente e deixar essa vida bizarra nos guiar.

2 comentários:

Thlls disse...

eu não vi o dança até agora... será que ele foi assassinado?

Lincoln Sette disse...

Susto, achei que ia despedir dizendo que era seu ultimo post!